Feira do Livro da Editora UFSC – 2017/02


A Coleção Brasil Plural tem como objetivo dar visibilidade às pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisa Brasil Plural (INCT/CNPq).
Busca retratar as diferentes realidades brasileiras em toda a sua complexidade e contribuir para a elaboração de políticas sociais que levem em consideração as perspectivas das populações e comunidades estudadas. Além disso, visa formar pesquisadores e profissionais que atuem com essas populações.
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Duas obras de Shakespeare publicadas pela Editora da UFSC (EdUFSC), traduzidas pelo professor Rafael Raffaelli, integram agora o acervo de importantes bibliotecas do Reino Unido. As recentes traduções de A tragédia de Macbeth e Sonho de uma noite de verão foram aceitas na The British Library e Senate House Library, localizadas em Londres; Bodleian Libraries, na Universidade de Oxford; National Library of Scotland, em Edimburgo, capital da Escócia; Library of Birmingham, em Birmingham; e Shakespeare Birthplace Trust, em Stratford-upon-Avon, cidade natal de Shakespeare.
O processo para uma obra integrar o acervo dessas grandes bibliotecas é longo e costuma levar meses. É preciso entrar em contato com o setor de análise ou diretamente com os próprios bibliotecários, caso sejam acessíveis. Existem equipes de curadores para cada área, que avaliam e decidem por aceitar ou não o livro. As traduções de Rafael se destacam por serem publicadas em edições bilíngue, o que gera mais interesse pelas bibliotecas estrangeiras. “As edições bilíngues são menos comuns e isso confere qualidade ao texto”, afirma o professor.
The British Library é a maior biblioteca do Reino Unido em termos de volume: são mais de 20 milhões de obras no acervo. “É a biblioteca das bibliotecas. Ela abastece todas as bibliotecas regionais. É lá que estão documentos valiosos, como o primeiro livro editado no mundo e o primeiro folio de Shakespeare. Meus livros foram incluídos na National Collection, onde estão as obras que devem ser preservadas.”
Outra biblioteca importante, segundo Rafael, é a National Library of Scotland. “Ela só aceita obras relevantes para a história escocesa. Eles já têm livros demais e não aceitam qualquer coisa, por isso fico feliz que minhas traduções tenham sido aceitas.”
A Library of Birmingham é uma biblioteca municipal, mas que se destaca por ter a coleção mais relevante de Shakespeare. “O acervo tem traduções de Shakespeare em 73 idiomas. Só em chinês, são mais de 20 traduções de autores diferentes. É a maior biblioteca de Shakespeare do Reino Unido. E em termos de espaço físico, é a maior biblioteca da Europa”, explica o autor. Os livros de Shakespeare traduzidos para o português que constavam no acervo da Library of Birmingham eram do século XIX. A tradução de Rafael, portanto, passa a ser a mais recente a integrar a biblioteca.
No acervo da Shakespeare Birthplace Trust, as obras da EdUFSC são as únicas em língua portuguesa. “Essa é uma instituição de grande valor cultural para a Inglaterra”, afirma. “As editoras não percebem a importância de colocar os livros nessas importantes bibliotecas, pois é lá que as obras serão preservadas. Eu quero divulgar o meu trabalho, por isso faço esse esforço.”
Sobre o tradutor
Rafael Raffaelli foi professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) de 1980 a 2014. Seu percurso pela tradução começou ao acaso. “Eu utilizava Shakespeare em sala de aula, mas algumas coisas me incomodavam nas traduções, por isso decidi eu mesmo começar a traduzir.” A primeira obra que traduziu foi Macbeth, publicada nos Cadernos de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências Humanas em 2008. A tradução, que está disponível online, foi citada em publicações estrangeiras e, segundo o autor, teve ampla repercussão. “Hoje as obras publicadas online são muito mais divulgadas do que as impressas. Mas é importante o livro impresso, pois essa é a melhor forma de preservá-lo. Além disso, cada edição é uma obra de arte. Temos que pensar em cada detalhe. Eu gosto de acompanhar todo o processo de edição.”
Além das duas obras recém-lançada, Rafael também já traduziu “Do jeito que você gosta” e A tempestade, ambas publicadas pela EdUFSC. Nesta quinta-feira, 22 de junho, o professor participa do Círculo de Leitura de Florianópolis, com o tema “Shakespeare: sua tradução”. O encontro, que é aberto a todos, será às 18h30, na sala Harry Laus da Biblioteca Universitária (BU).
Mais informações pelo e-mail 
Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

O livro é uma coletânea de erros e acertos da vida profissional do autor e da vida acadêmica, que teve como resultados uma metodologia de implementação em canteiros de obra única, já que ela foi adaptada para esse objetivo.
História e arqueologia da América indígena em tempos pré-hispânicos e coloniais
Nas últimas três ou quatro décadas, a história dos povos ameríndios tem sido objeto de crescente interesse na comunidade acadêmica. Desde então, uma abordagem renovada passou a tratar as populações indígenas com maior atenção por suas particularidades culturais, suas atuações históricas específicas e suas transformações, deixando também de tratá-las como resquícios do passado, cujo destino inevitável seria o desaparecimento.
Vestibular UFSC/2018 |
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Autor |
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| José de Alencar | Lucíola | http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=midias&id=129400 |
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| Nelson Rodrigues | Valsa n° 6 | Nova Fronteira |
Salim Miguel |
Nós |
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OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: a) Recomenda-se a leitura integral das obras. b) O conhecimento dessas obras supõe capacidade de análise e interpretação de textos, bem como o reconhecimento de aspectos próprios aos diferentes gêneros. c) Entende-se que é necessário conhecer também o contexto histórico, social, cultural e estético de cada obra. |
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A escola de Barbiana e a luta por justiça social
Por insólitos que pareça, alguns desavisados acham que a educação popular pertence exclusivamente ao Brasil ou à América Latina. Eles fariam muito bem em ler este livro que recupera uma figura impressionante para a educação popular, o italiano Dom Lorenzo Milani. Leigos, especialistas e qualquer ser humano interessado em pensar um mundo mais justo através da educação encontrarão neste livro uma imensa fonte de inspiração para reinventar uma educação necessária, no Brasil e em qualquer parte do mundo.

“Em 1965, a Academia Alemã de Língua e Poesia lançou um prêmio para o melhor ensaio que devia desenvolver-se a partir do desafio: “A língua é capaz de esconder pensamentos?”. O ensaio apresentado nesta edição brasileira foi o texto contemplado com o prêmio, mas superou em muito a simples resposta àquela questão. Resultou numa instigante introdução à semântica, numa reflexão filosófica que se estende através de exemplos da literatura universal.”