406 páginas – 1ª edição – 2013
Contrariando os discursos que colocam Florianópolis como uma das melhores capitais com melhor qualidade de vida, viver em Florianópolis, nas últimas décadas, tornou-se sinônimo de presenciar o esvanecimento de suas belezas naturais, a rápida privatização dos espaços sociais e o confisco da qualidade de vida urbana. Alertas e preocupados com a defesa da cidade como bem público, este grupo decidiu com este livro posicionar-se sobre os rumos da cidade e sua zona de influência.
A primeira parte de "Reconstruindo paisagens – Desafios socioespaciais para a Grande Florianópolis" é exclusivamente dedicada à radiografia e à discussão do Plano Diretor. São 13 artigos e 14 autores esmiuçando a temática sob diversos aspectos e ângulos. Na segunda parte, seis autores apresentam quatro artigos sobre as possíveis consequências e danos causados pelos chamados megaempreendimentos. O livro fecha com depoimentos de representantes de entidades, associações populares e Organizações Não Governamentais (ONGs). São dez textos e 11 autores.

222 páginas – 1ª edição – 2014
A Tempestade é a peça pela qual se inicia o denominado Primeiro Fólio das obras de Shakespeare (Mr. Wiliam Shakespeares Comedies, Histories, & Tragedies), editado por John Heminge e Henry Condell em 1623. Essa primazia foi entendida por muitos como um atestado de que ela mesma representava o ápice da carreira do dramaturgo e na qual ele teria se retratado no personagem Próspero. Representada pela primeira vez em 1611, é considerada como seu derradeiro texto solo.
Rafael Raffaelli

307 páginas – 1ª edição – 1997
Abordando a medicina do final do século XIX e enfocando principalmente a situação em Joinville, a obra resgata boa parte do desenvolvimento da atividade médica na cidade, desde a criação do primeiro hospital, as doenças do início do século XX, as primeiras farmácias e as dificuldades enfrentadas pelos primeiros médicos. O livro destaca ainda a criação da Sociedade Joinvilense de Medicina, em 1920, os grandes nomes da medicina local e a formação e contribuição de entidades e órgãos ligados à área médica para o desenvolvimento da atividade na região.

327 páginas – 1ª edição – 2014
aprender a leitura tem um método, mas não obedece a um método. Depende da infinita variedade dos livros, ou seja, da corrente que flui, e nos mergulha nela – seja qual for o seu suporte. O écran, o ar, a cena, tudo me lembra a página. Quando a lembrança dessa página se esbater, uma matéria complexa, sem síntese, virá perturbar-me os olhos. Recorrerei à voz para acalmar esse silêncio, que transparece – mudo. Recorrerei ao canto que seleccionará, para a emissão de voz, tão duros materiais.
– Amor meu, a invenção constante é uma ave plena. Mas eu não sei para que ave me dirijo.
Os cantores de leitura
Maria Gabriela Llansol

276 páginas – 2ª edição – 2013
ESGOTADO
O objetivo deste livro é apresentar, a alunos de graduação e pós-graduação em Letras e áreas afins, as principais características de algumas das mais importantes abordagens teóricas que têm norteado as pesquisas em aquisição de linguagens. A obra é composta pelos seguintes capítulos: a aquisição da linguagem na perspectiva behaviorista; o paradigma gerativista e aquisição da linguagem; epistemologia genética e a aquisição da linguagem; o interacionismo; a abordagem conexionista de aquisição da linguagem. A conclusão do livro apresenta uma evolução das pesquisas em aquisição da linguagem oral monolíngue no Brasil.

180 páginas – 1ª edição – 2014
Poeta, tipógrafo, pintor, performer, Kurt Schwitters é inventor da arte Merz – bilhetes de metrô, passagens de bonde, pedaços de madeira, restos de letras de cartazes, cacos de vidro, ferro-velho, enfim, o lixo urbano: matéria-prima de Merz.
A poesia e a prosa de Schwitters, como sua obra plástica, são um punhado de bric-à-brac nonsense: colagens verbais, frases feitas e expressões coloquiais, distribuídas ao longo das páginas sob rigor construtivista muito próprio, a ponto de deixar os dadaístas franceses de nariz torcido. Mais tarde, o próprio poeta se chamaria MERZ.
"Contos Mércio, traduzido por Maria Aparecida Barbosa, é um objeto valioso da obra literária de Schwitters em português. Nele, o leitor poderá percorrer as diversas camadas da sintaxe do poeta inventor. Já na entrada, o poema orgânico “À Ana Flor”- um apanhado de frases populares em alta voltagem nonsense. Logo, aparecem letras-bicho, letras-coisa, caligramas e outros babados de renda tipográfica. As intrigantes histórias de Schwitters foram escritas à maneira das fábulas infantis, mas povoadas pela alma schwittersiana. Nada escapa ao universo Merz, nem mesmo três simples malas de viagem. E para fechar, páginas digitalizadas da “Sonata primordial”: composição de letras dispostas em blocos de som. Um livro-colagem surpreendente, pois começa com o “diz-que-diz-que comadresco” de Ana Flor e acaba num tatibitate."
(Guilherme Mansur – poeta e tipógrafo/TIPOETA)

172 páginas – 1ª edição – 2013
ESGOTADO
Ao vislumbrar a construção de uma escola justa – para todos e de qualidade -, faz-se necessário desvelar os mecanismos de perpetuação e legitimação das desigualdades, abrigados sob o véu da neutralidade, da racionalidade meritocrática e da democratização da educação. Ao porem a nu o “jogo universitário”, Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron demonstram que a herança cultural exerce um papel fundamental na reprodução social. A leitura desta obra, meio século após sua publicação, ajuda a compreender a relação estreita entre desigualdades sociais e desigualdades escolares, cristalizada na educação escolar. Fica evidente, como vêm mostrando as estatísticas atuais referentes ao acesso ao ensino superior brasileiro, que as constatações de Os herdeiros não perderam sua validade.
Elaboradas no contexto de grandes transformações no sistema de ensino francês e motivadas pelos movimentos de Pierre Bourdieu (1930-2002) e Jean-Claude Passeron (1930-) desmontam o mito da escola republicana proclamada como instrumento de democratização e de promoção da mobilidade social. A partir de estudos empíricos sobre as atitudes de estudantes e professores universitários de Paris e da província, eles demonstram que a escola tem sobretudo como função legitimar e perpetuar as desigualdades diante da cultura metamorfoseando, por meio dos critérios de julgamento que emprega, os privilégios em méritos ou em “dons” pessoais.
Os herdeiros está na base do movimento de ruptura epistemológica que atinge as ciências sociais desde a metade do século XX. Seus autores, diplomados em filosofia, dedicam-se à investigação sociológica com o propósito de desvelar práticas sociais suficientemente naturalizadas. Enquanto os estudos de Pierre Bourdieu abrangem diferentes campos do conhecimento (sociologia, educação, política, cultura, mídia, economia), os trabalhos de Jean-Claude Passeron procuram promover a interdisciplinaridade entre sociologia, história e antropologia, visando compreender as dinâmicas culturais. Consequentemente, os estudos constituem-se um legado incontornável ao avanço das ciências contemporâneas.
( Tradução de Ione Ribeiro Valle e Nilton Valle )

332 páginas – 1ª edição – 2012
ESGOTADO
Esta obra discute as dimensões multirrelacionais de compreensão da oralidade e das fontes orais, no interior e a partir dos processos de produção cultural e da vida em sociedade. Há o desafio, assim, de se pensar historicamente as mais diversas formas de representar o real e de traduzir, socioculturalmente, as diferenças e os conflitos vividos na vida social, especialmente os que se delineiam entre fronteiras culturais e nacionais. O livro vem, dessa forma, discutir essas e outras perspectivas e abordagens plurais e multidisciplinares da prática da história oral.

214 páginas – 1ª edição – 2013
Este livro é um retrato da Arquitetura de meados do século passado; um retrato não só de Lages, mas também do Brasil, que alcança o presente tanto nas remanescências construídas como no espírito estético. Ousaria sugerir trocar o afrancesado Art Déco pelo abrasileirado Decô, pois tem mais a ver com a candura da apropriação popular e a persistência e o aperfeiçoamento natural a um gosto. Um espelho das múltiplas fachadas da Arquitetura brasileira.

526 páginas – 1ª edição – 2013
ESGOTADO
Este livro inaugura a Coleção Brasil Plural. É uma das primeiras descrições integrais de um ritual musical ameríndio. Feita no seu próprio pulso, ela evidencia que o cerne desses rituais, na Amazônia, está na articulação de pequenas unidades (canções, peças instrumentais, vinhetas) em longas sequências e sequências de sequências, resultando em performances às vezes de mais de dez dias. A música neles opera como pivô entre as artes verbais (poesia, mito) e corporais (especialmente a dança). A publicação deste livro contribui fortemente para a atual reconfiguração do conhecimento sobre os povos amazônicos, apontando para a ideia de uma grande complexidade de suas culturas.
A Coleção Brasil Plural tem como objetivo dar visibilidade às pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisa Brasil Plural (INCT/CNPq). Busca retratar as diferentes realidades brasileiras em toda a sua complexidade e contribuir para a elaboração de políticas sociais que levem em consideração as perspectivas das populações e comunidades estudadas. Além disso, visa formar pesquisadores e profissionais que atuem com essas populações.
